A idade aumenta e os cuidados a ter com os pés também

A esperança média de vida aumentou notavelmente e, com ela, regista-se um envelhecimento considerável da população. Em Portugal, segundo dados da PORDATA, registaram-se mais de 2.1 milhões de idosos em 2017, o que equivale a cerca de 21 por cento da população total no país. Já um recente estudo da consultora Euromonitor International apontou a população portuguesa como a quinta mais envelhecida do mundo.

O processo de envelhecimento traz consigo, habitualmente, complicações diversas na saúde das pessoas, e os pés não são exceção. Entre as principais causas para o surgimento de alterações podológicas no idoso estão: a presença de traumas e/ou problemas anatómicos do pé, que por falta de diagnóstico ou tratamento incorreto, têm danificado a estrutura do membro inferior; o uso de calçado desadequado ao longo da vida; e a regular realização de atividades que requeiram estar muito tempo de pé.

O sedentarismo, a obesidade e a presença de doenças crónicas, como a diabetes ou a doença arterial periférica, que contribuem para a má circulação sanguínea, são igualmente fatores impulsionadores do aparecimento de doenças podológicas.

Mas quais são as complicações mais frequentes no pé de um idoso?

As doenças mais comuns na podologia geriátrica são o pé diabético, as artroses, as artrites, as calosidades e as onicomicoses.
O pé diabético é uma condição associada a presença da diabetes, que se carateriza pela perda da sensibilidade do pé, fazendo com que a pessoa deixe de sentir dor, mudanças de temperatura, etc. Para além disto, a pele do pé começa a secar, o que leva ao surgimento de feridas, queimaduras ou bolhas, que posteriormente podem dar origem a infeções.

A osteoartrose, ou artrose, é uma doença degenerativa que resulta na diminuição da espessura da cartilagem articular, podendo levar ao seu desaparecimento. Nestes últimos casos, a inexistência desta cartilagem leva a que duas superfícies ósseas entrem em contacto, o que acaba por dar origem a dores e dificuldades motoras.

Já a artrite reumatoide é uma doença crónica que se define pela inflamação articular que pode mesmo levar à danificação e consequente destruição do tecido articular. Para além das dores e dificuldades de locomoção, a artrite é detetada aquando da existência de um derrame articular, vermelhidão, calor ou dor durante a movimentação.

As calosidades, comummente denominadas por calos, constituem uma camada espessa de células mortas, que se forma no seguimento da contínua pressão exercida pela utilização de meias ou calçado inadequados, assim como pelo excessivo esforço físico a que o pé pode ser submetido. Existem fundamentalmente dois tipos de calos: os calos moles, que se desenvolvem entre os dedos, e os calos duros, que surgem nas extremidades dos dedos.

Também conhecida como micose das unhas, a onicomicose é uma doença infeciosa derivada da presença de fungos nas unhas do indivíduo. Esta pode ser causada pela utilização de produtos de beleza, pelo contacto de agentes externos (por exemplo, sujidade no solo), ou pela incorreta desumidificação do calçado. A higiene é uma das medidas essenciais para a prevenção da onicomicose.

O que se pode fazer?

Se não forem diagnosticadas e tratadas a tempo, estas doenças podem afetar negativamente a mobilidade dos idosos, provocar instabilidade postural e pôr em causa a qualidade de vida.

Para além de estar sempre atento à sua saúde e visitar com regularidade um podologista, deverá adotar alguns hábitos de cuidados dos seus pés (sendo idoso ou não): manter uma boa e diária hidratação; cortar as unhas de forma reta (não cortando os cantos); fazer higiene diariamente, tendo o cuidado de secar bem nos espaços interdigitais; usar meias de fibras naturais (preferencialmente em algodão ou lã); usar calçado de tamanho apropriado e, se possível, em pele; evitar calçado de tacão alto; evitar andar descalço em lugares públicos.

Artigo de Opinião de Francisco Oliveira Freitas, podologista responsável pelo Centro de Podologia de Famalicão

O impacto da má alimentação na saúde dos pés

A má alimentação tem, como todos sabemos, um impacto gigante na nossa saúde. No entanto, o que muitos menosprezamos é a influência que um estilo de vida pouco saudável tem no bem-estar nos nossos pés. O mês de dezembro é, tipicamente, uma época marcada pelas “asneiras” alimentares, que todos acabamos por cometer. O Natal e todas as suas festividades associadas, como os vários jantares de família ou encontros de amigos, levam, na grande maioria das vezes, à ingestão de diversos pratos e doces típicos desta época especial. No entanto, apesar de estarmos em constante contacto com estes alimentos, é essencial existir um controlo, pois a gastronomia tradicional natalícia contem, na maioria dos casos, enormes quantidades de açúcar e gorduras, entre outros ingredientes prejudiciais à saúde humana. Uma alimentação feita à base de produtos ricos em açúcares, óleos, carnes vermelhas ou gorduras animais, têm grandes consequências no bem-estar físico. No caso específico do pé, este tipo de alimentos pode influenciar ao aparecimento de uma crise de “gota”, caracterizada pelo excesso de ácido úrico, no dedo grande do pé, que provoca dor extrema e grande incapacidade. No caso de ser diabético, o cuidado com aquilo que ingere deve ser ainda maior. Para além de a elevada ingestão de açúcares ser um grande problema para os diabéticos, estes ficam sujeitos a várias complicações relacionadas com os desequilíbrios alimentares. O pé diabético é um exemplo bastante comum. Para qualquer um dos casos, a solução passa por manter uma alimentação equilibrada. Para tal, não é necessário evitar completamente a ingestão dos pratos e doces tradicionais, mas sim diminuir as suas quantidades. Em alternativa, poderá comer mais vegetais verdes (como as couves, nabiças, espinafres), fruta da época (como laranjas, dióspiros, romã), frutos secos ou carnes magras (por exemplo, pode substituir as carnes vermelhas pelo peru, também ele típico desta época). Considerando a vitalidade que os seus pés têm para o bem-estar do seu corpo, uma vez que estes são a base que nos suporta, não descure os cuidados associados a este membro. No Centro de Podologia de Famalicão, oferecemos diversos serviços relacionados com o pé, nomeadamente um serviço de apoio à pessoa com diabetes, com especial destaque para o Pé Diabético. Artigo de Opinião de Francisco Oliveira Freitas, Podologista e Presidente da Assembleia Geral da Associação de Diabéticos de V. N. Famalicão

Diabetes: a doença familiar do século XXI

Dia 14 de novembro celebra-se o dia mundial da Diabetes A Diabetes é uma doença crónica caracterizada pelo aumento da glicose (os níveis de açúcar presentes no sangue), provocado pela insuficiente produção de insulina- a hormona responsável por transportar a glicose da corrente sanguínea para as células, cuja fonte energética é a glicose. Atualmente, esta doença afeta mais de 40% da população portuguesa, e prevê-se um aumento exponencial deste número nos próximos anos. Existem vários tipos de Diabetes, com sintomas e necessidades bastante distintas, que podem, portanto, afetar qualquer faixa etária. Todos os diabéticos, independentemente do seu tipo, precisam de acompanhamento e atenção redobrada.  No entanto, a assistência médica não é suficiente, sendo fundamental o apoio e atenção da família e amigos para o bem-estar, físico e psicológico. A dinâmica familiar é alterada desde o diagnostico, quer seja a nível económico ou social, sendo exigida flexibilidade, serenidade e paciência a todos os membros da família. Diariamente, surgem novas situações e imprevistos, que podem afetar todos os familiares. Para além disso, em muitos casos, o tratamento da diabetes tem de ser vigiado ou até mesmo administrado por um familiar. Em doenças como a Diabetes, que são incuráveis e desgastantes para o corpo humano (a nível físico e psicológico), a companhia dos que ama é fundamental para que a pessoa com diabetes possa viver uma vida perfeitamente saudável e normal, com um bom controlo glicémico. No entanto, apesar de não ter cura, são vários os cuidados que os diabéticos devem ter, como manter uma alimentação saudável, praticar regularmente exercício físico e ingerir mais do que 1,5 litros de água diariamente. Por outro lado, é importante existir um diagnóstico precoce da diabetes, sendo essencial estar atento a possíveis sintomas como: ter constantemente fome e sede, urinar mais do que o habitual e perder muito peso. No entanto, é muito fácil ignorar estes sintomas, uma vez que podem facilmente ser associados a outras doenças. Para ser diagnosticada é apenas necessária uma análise ao sangue. No Centro de Podologia de Famalicão, oferecemos um serviço de apoio à pessoa com diabetes, com especial destaque para o Pé Diabético, uma das problemáticas associadas a esta doença. Artigo de Opinião de Francisco Oliveira Freitas, Podologista e Presidente da Assembleia Geral da Associação de Diabéticos de V. N. Famalicão

Postura errada no trabalho pode ter impacto enorme na saúde

Ter uma postura adequada é uma dificuldade na sociedade atual. Deste modo, grande parte dos problemas de saúde têm origem na adoção de posturas prejudiciais para o corpo humano.  As dores na região lombar afetam mais de 70% das pessoas, sendo que 50% provocam um sofrimento incapacitante. Os erros de postura mais graves acontecem no local de trabalho, onde, inconscientemente, agimos erradamente para com a nossa coluna. Um dos principais problemas passa pelo sedentarismo, que a maioria das profissões exige, levando a que os indivíduos passem mais de 10 horas sentados. Por outro lado, a maioria das pessoas não tem uma postura correta quando está à frente da secretária, assumindo posições extremamente prejudiciais à coluna. Para além da típica dor lombar, uma má postura pode, fisicamente, provocar dores nos pés, dificuldades na recuperação pós treino, fadiga, tensão arterial alta, obstipação, ou síndroma do túnel cárpico – condição gerada por um aperto nervoso no punho, que provoca adormecimento, parestesias, dor. A nível psicológico, a adoção de posturas erradas pode gerar desmotivação, mau humor ou problemas de sono. No entanto, apesar da enorme dificuldade em melhorar a postura, existe simples ações, que podem ser essenciais para prevenir as lesões nas costas. Alguns exemplos de boas práticas a adotar, para melhorar a sua saúde, são:
  • Evitar o transporte de malas pesadas, que podem provocar um desgaste acrescido na coluna vertebral;
  • Sentar-se em ângulo reto, tocando com a coluna nas costas da cadeira, por forma a evitar a adoção de posturas erradas;
  • Levantar-se regularmente, de modo a alongar os músculos e articulações;
  • Trocar o elevador pelas escadas, exercitando o corpo.
No Centro de Podologia de Famalicão, existem serviços dedicados exclusivamente à postura, fundamentais para melhorar o bem-estar, físico e psicológico, dos pacientes que se confrontam com este tipo de problemas. Artigo de Opinião de Francisco Oliveira Freitas, Podologista e Presidente da Assembleia Geral da Associação de Diabéticos de V. N. Famalicão

Cuidados com os pés podem prevenir o pé diabético

Hoje a Diabetes é uma doença que afeta mais de um milhão de portugueses, sendo que uma percentagem considerável dos casos ainda está por diagnosticar. Associados a esta condição estão outros problemas de saúde, como o risco de sofrer AVC ou Enfarte Agudo do Miocárdio, ou até mesmo problemas podológicos, nomeadamente o designado “pé diabético”. Este último é uma grande preocupação para os profissionais de Podologia, dado que muitas vezes as pessoas não dão a devida atenção e cuidados que o pé diabético necessita, o que pode dar origem a problemas de maior gravidade, tais como a amputação. De forma a evitar este cenário, compreendamos o que dá origem a esta condição e quais os métodos que podemos adotar para assegurar o tratamento adequado dos nossos pés. Como surge o pé diabético? Os nossos pés são constituídos por uma complexa rede sanguínea que apresenta uma extensa ramificação nervosa responsável pela sensibilidade do pé. Essas ramificações que atuam como sinais de alarme, quando são danificadas pela Diabetes, podem gerar a perda da sensibilidade do pé, fazendo com que o paciente deixe de sentir dor, mudanças de temperatura, etc. Para além disto, a pele do pé começa a secar, o que leva ao surgimento de feridas, queimaduras ou bolhas, que posteriormente podem dar origem a infeções. Para melhor se perceber o que pé diabético pode fazer, imaginemos que o paciente tem dentro do sapato um objeto, como uma pequena pedra. Neste caso, o objeto vai causar fricção no pé, e eventualmente causar uma ferida, sem que o paciente se dê conta, visto não ter sensibilidade no membro inferior. Se não for detetada a tempo, a ferida não tratada vai infetar, trazendo complicações que poderiam ser facilmente evitadas com a correta intervenção. Quais os cuidados que devemos ter com o pé diabético? Tendo ou não pé diabético, o indivíduo diagnosticado com Diabetes deverá sempre ter uma atenção acrescida com os seus pés, para a qual se destacam os seguintes cuidados:
  • Vigiar diariamente os pés. Sempre que detetar alguma irregularidade, como uma ferida, uma coloração anormal, entre outros, deverá consultar de imediato um especialista;
  • Tornar a higiene dos pés uma rotina diária. Após a lavagem, hidrate os seus pés e seque-os com uma toalha macia até ficarem secos, sem esquecer as zonas entre os dedos;
  • Assegurar que as suas unhas ficam sempre bem cortadas e em linha reta;
  • Eleger calçado que se ajuste corretamente ao pé, e que tenha uma base larga que não apresente costuras no seu interior, de forma a evitar o risco de ferir. É também importante não usar meias apertadas, ou usar calçado que aumente o risco de ferida por fatores exteriores, como chinelos;
  • Estimular a circulação sanguínea, através da prática regular de atividade física e da não adoção de posições que dificultem a correta passagem de sangue, como cruzar as pernas;
  • Adotar um estilo de vida saudável, para assim controlar a Diabetes. Para além do exercício físico, aposte numa alimentação cuidada e abstenha-se de fumar, prática que dificulta a circulação de sangue.
Não obstante todas as recomendações, este flagelo pode ser evitado e/ou minimizado, mediante um trabalho prático e especializado de um profissional de Podologia, várias vezes complementado por outros campos da área da saúde. Artigo de Opinião de Francisco Oliveira Freitas, Podologista e Presidente da Assembleia Geral da Associação de Diabéticos de V. N. Famalicão

Não basta correr: é preciso olhar pelos seus pés

Com a chegada do calor característico do verão, muitos são aqueles que retiram o seu par de ténis do armário e se preparam para mais uma temporada de corridas diárias: uns para manter o seu estilo de vida saudável, e outros pelo simples gosto de praticar uma atividade física ao ar livre. Em qualquer uma das situações, muitos são os praticantes que, ao banalizarem uma atividade como a corrida, acabam por negligenciar os cuidados que devem ser tomados antes, durante e depois deste tipo de exercícios, de forma a prevenir possíveis lesões. Antes sequer de pensar em sair de casa para correr, deve considerar o tipo de calçado que vai utilizar. Não basta chegar à loja e escolher um par de ténis da secção de desporto. É preciso ter em conta alguns fatores, tais como o peso da pessoa ou o tipo de piso em que irá correr, e comprar em consonância ténis com amortecimento suficientemente capaz de minimizar o impacto dos pés contra o solo. Mas mais importante que isso é que o calçado se adeque corretamente aos pés, de modo a não causar fricção. Após este passo, segue-se a fase de preparação para a realização de uma corrida: os exercícios de aquecimento. Estes são responsáveis por prevenir o aparecimento de lesões nos músculos do nosso corpo no decorrer da corrida, dado que estimulam a flexibilidades dos mesmos. Passados 5 a 10 minutos de aquecimento, o indivíduo fica apto para o esforço físico que se segue. Para quem está a iniciar esta nova rotina, nos primeiros tempos não deve exagerar no tempo, distância e intensidade de corrida. Uma pessoa destreinada corre maior risco de se lesionar, pois o corpo não se encontra preparado para tal nível de esforço. Importa aqui perceber aquilo que cada um é capaz de fazer, para que se possa gradualmente aumentar a intensidade de treino. Já no caso de sentir algum tipo de dor ou sensação anormal decorrentes da prática de exercício físico, deve cessar a atividade e procurar a ajuda de um especialista. Terminada a corrida, o último passo a tomar é a realização de alongamentos, que irão promover a circulação sanguínea e aliviar a tensão acumulada nos músculos. Estes devem ter uma duração entre 5 a 10 minutos, e podem ser complementados com massagens nos pés. Contudo, os músculos necessitam muito mais do que alguns minutos para recuperar, pelo que será necessário organizar uma rotina de treino responsável, na qual poderá correr um a dois dias seguidos, e descansar no terceiro dia. Seguindo as recomendações anteriores, aliadas a uma correta alimentação e hidratação, assim como a uma boa rotina de sono, será mais fácil fazer o desporto que gosta sem que para isso corra o risco de vir a ter uma ou mais lesões. Ainda assim, se tiver alguma dúvida, poderá consultar um Podologista, que o ajudará a escolher o calçado certo para si, bem como diagnosticar e tratar possíveis complicações nos seus pés que possam prejudicar a prática de atividade física ou até a sua qualidade de vida. Artigo de Opinião de Francisco Oliveira Freitas, Podologista e Presidente da Assembleia Geral da Associação de Diabéticos de V. N. Famalicão

Cuidar dos pés das crianças é o mais importante

Dia Mundial da Criança assinala-se no dia 1 de junho Os pés das crianças podem ser facilmente afetados devido à utilização de calçado mal ajustado, ao mau apoio dos pés, ou devido às alterações dermatológicas, entre as quais as verrugas. Perante este cenário, é muito importante ter nos primeiros três anos de vida de uma criança uma preocupação especial no que respeita aos seus pés, visto que é neste período de tempo que são estabelecidas as suas formas básicas. Até aos oito meses, os pequenos pés têm características muito sensíveis: são muito macios, flexíveis e constituídos por uma cartilagem muito maleável, o que faz com que tenham uma grande mobilidade e flexibilidade, porém qualquer pressão anormal pode causar deformidades. De facto, as alterações nos pés podem ser herdadas, mas também é possível assistirmos a casos em que estas surgem devido à posição em que a criança dorme. Por outro lado, estas alterações podem surgir no início da gestação como resultado da posição fetal em que se encontram as suas pernas. Já na idade pré-escolar e escolar é essencial realizar-se um diagnóstico e um tratamento adequado ao crescimento e maturação física da criança, prevenindo desta forma a evolução de problemas estruturais e biomecânicos, assim como possíveis sequelas na idade adulta. Para além dos fatores já mencionados, a utilização de calçado inadequado é inquestionavelmente um problema que tende a dar origem a consequências significativas para a saúde da criança, que vão desde as reações cutâneas até as alterações estruturais, comprometendo a forma e a funcionalidade do pé. A examinação precoce efetuada por um Podologista é uma medida preventiva que não deve ser ignorada. A juntar a esta, existem algumas medidas que podem ser tomadas para evitar ou minimizar os problemas com os pés dos bebés, em particular, tais como:
  • Ter as mãos limpas quando for cortar as unhas dos pés;
  • Utilizar um corta-unhas reto, de maneira a não cortar as extremidades dos cantos das unhas;
  • Segurar o pé com firmeza e manter a calma;
  • Não obrigar a criança a andar se ela não estiver realmente preparada;
  • Se no terceiro ano a criança ainda reclamar de dores e mal-estar, deverá procurar um Podologista;
  • Não tirar as peles das extremidades dos dedos, pois pode trazer complicações e dores.
Artigo de Opinião de Francisco Oliveira Freitas, Podologista e Presidente da Assembleia Geral da Associação de Diabéticos de V. N. Famalicão

Problemas nos pés podem aumentar durante a gravidez

Dia da Mãe assinala-se a dia 6 de maio Durante o período de gestação, o aumento do peso corporal pode alterar a forma como as mulheres caminham, e desta forma causar determinados problemas nos pés. Apesar de ser normal que, por volta dos 6 meses de gestação, os pés e os tornozelos fiquem inchados, aumentando cerca de 1 a 2 tamanhos, esta situação tem tendência a agravar no final da gravidez, e até poderá levar ao aparecimento de dores e desconforto no momento de realizar determinadas tarefas do dia-a-dia. Grande parte das mulheres grávidas apresentam sintomas de cãibras e aparecimento de varizes, bem como a alteração da sua postura, o aumento de pressão sobre os joelhos e pés, e a ocorrência de retenção de líquidos. Dois dos problemas mais comuns nos pés durante a gravidez são a pronação excessiva (abatimento do arco) e o edema, os quais podem conduzir a uma dor na planta dos pés e do calcanhar. Existem, no entanto, medidas que podem ser tomadas para evitar ou minimizar estes problemas, de maneira a que o período de gestação seja o mais confortável e indolor possível. Assim, poderá adotar pequenos hábitos que farão a diferença ao final do dia, tais como:
  • Caminhar com calçado que envolva toda a planta do pé, para melhorar o apoio e, se possível, para evitar entorses;
  • Cortar as unhas de forma reta e evitar retirar as cutículas, uma vez que estas podem impedir o aparecimento de fungos ou outras infeções;
  • Fazer massagens circulares nos pés e pernas e aplicar cremes específicos para diminuir o inchaço e o desconforto;
  • Elevar as pernas durante o dia para aliviá-las do cansaço e inchaço;
  • Utilizar meias de descanso, para facilitar a circulação sanguínea;
  • Apoiar os pés num banquinho, enquanto estiver sentada;
  • Aplicar diariamente um creme hidratante que melhore a elasticidade da pele e previna a secura e endurecimento, que podem levar ao desenvolvimento de calos e calosidades;
  • Praticar desporto de forma moderada, como natação ou caminhadas, de maneira a melhorar a circulação e o fortalecimento muscular.
Artigo de Opinião de Francisco Oliveira Freitas, Podologista e Presidente da Assembleia Geral da Associação de Diabéticos de V. N. Famalicão

Mulheres são mais afetadas pelos joanetes

Dia Internacional da Mulher celebra-se a dia 8 de março Atualmente andamos tão ocupados e preocupados com as tarefas quotidianas que nos esquecemos de que por vezes cometemos pequenos erros, quer de postura, quer de calçado. No que diz respeito a este último, o que acontece é que as escolhas não são as melhores, o que origina graves problemas nos pés. Segundo um estudo recente efetuado pela Harvard Medical School, no qual estiveram envolvidas quase 3.000 mulheres e homens com mais de 56 anos, concluiu-se que as mulheres são mais propensas a ter joanetes à medida que envelhecem, e quanto mais dolorosos forem, menor será a sua qualidade de vida. O joanete desenvolve-se quando o primeiro osso do metatarso do pé se desvia para fora, e os dedos grandes dos pés para dentro (em direção aos restantes dedos dos pés), fazendo com que a haja uma subluxação da articulação. Isto deve-se ao facto da maioria dos sapatos não estarem preparados para acomodar o pé e, desta forma, pressionam a articulação desalinhada. Os principais sintomas do joanete são os sinais inflamatórios, a dor, o rubor e a vermelhidão sobre o dedo, podendo surgir uma ferida. A dificuldade em comprar sapatos vai aumentando consoante o problema, visto que não existe nenhum tipo de calçado que esconda o “joanete”, ou que não cause desconforto ao longo do dia. Este flagelo pode ser evitado e minimizado, mediante o trabalho de uma equipa multidisciplinar (que se complementa com os vários setores da área da saúde), se utilizar sapatos de salto alto ocasionalmente, visto ser esta uma das formas de prevenção dos joanetes. Se as suas funções profissionais requererem uso de sapatos de salto alto, poderá optar por utilizar calçado confortável durante a viagem de casa para o trabalho e do trabalho para casa, usando o salto alto apenas no horário de trabalho. No caso de ter alguma dúvida, deverá consultar um Podologista, para que este possa efetuar o diagnóstico e indicar o tratamento mais adequado. Artigo de Opinião de Francisco Oliveira Freitas, Podologista e Presidente da Assembleia Geral da Associação de Diabéticos de V. N. Famalicão

Complicações no pé são responsáveis por cerca de 60% das amputações efetuadas

Dia Mundial da Diabetes celebra-se a dia 14 de novembro Uma das nossas principais preocupações são as complicações no pé e não podemos ficar indiferentes ao tempo de ocupação, prolongado, nas camas hospitalares pelos diabéticos. Essas complicações são responsáveis por 40 a 60 % de todas as amputações efetuadas por causas não traumáticas. Segundo o relatório anual do Observatório Nacional da Diabetes, a diabetes ou hiperglicemia intermédia é uma doença que é diagnosticada mais de 40% da população portuguesa e, segundo a mesma fonte, o número total de amputações dos membros inferiores, por motivo de diabetes, registou 1.250 utentes. O que acontece é que os nossos pés são constituídos por uma complexa rede sanguínea que apresenta uma extensa ramificação nervosa e é responsável pela sensibilidade do pé. Essas ramificações atuam como sinais de alarme e quando são danificadas, devido à diabetes, pode gerar a perda de sensibilidade do pé, o que faz com que o paciente deixe de sentir. Por exemplo, caso tenha um objeto estranho dentro do sapato, não o irá sentir. Perante esta situação, pode surgir o aparecimento de pequenas feridas e, posteriormente, infeções. Este flagelo pode ser evitado e/ou minimizado, mediante um trabalho de equipa multidisciplinar, prático e especializado, que se complementa com os vários setores da área da saúde, se mantiver os níveis de açúcar no sangue controlados, optar por não fumar, evitar andar descalço, tiver os pés limpos, certificar que o calçado é confortável e que se adapta ao pé, e tratar das calosidades, ou outras alterações, com um Podologista. O Centro de Podologia de Famalicão foi a primeira Clínica de Vila Nova de Famalicão dedicada exclusivamente à consulta de Podologia, proporcionando o bem-estar dos pacientes e dos seus familiares, com técnicas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação das patologias dos pés. A Federação Internacional da Diabetes estima que em todo o mundo existam 415 milhões de pessoas com diabetes, número que pode atingir os 642 milhões. (International Diabetes Federation [IDF], 2015). Artigo de Opinião de Francisco Oliveira Freitas, Podologista e Presidente da Assembleia Geral da Associação de Diabéticos de V. N. Famalicão